sexta-feira, 26 de julho de 2024

"Por que (não) ensinar gramática na escola", convergências e divergências nos textos de Rodolfo Ilari e Sírio Possenti;

Olá! Nossa missão e realizar a leitura do artigo "Por que (não) ensinar gramática na escola", do pesquisador Rodolfo Ilari e a resenha crítica da obra "Por que (não) ensinar gramática na escola", do pesquisador Sírio Possenti. Aponte os elementos que conversegem e divergem nos posicionamentos desse ícones da Língua Portuguesa do Brasil.

24 comentários:

  1. A discussão sobre o ensino de gramática na escola é abordada de maneiras distintas nos textos presentes, com argumentos que exploram tanto os aspectos favoráveis quanto os contrários.
    Posições Favoráveis ao Ensino de Gramática
    No texto de Sírio Possenti, o argumento a favor do ensino de gramática normativa se baseia na necessidade de ensinar o português padrão, visto como um conhecimento fundamental que a escola deve fornecer. Possenti argumenta que, sem o domínio dessa norma, os alunos podem ser prejudicados em contextos formais, como o mercado de trabalho e os vestibulares, onde o uso do português padrão é frequentemente exigido (Por que (não) ensinar gramática na escola. …).
    Além disso, Possenti ressalta que a escola tem a função de promover a igualdade de oportunidades, o que inclui proporcionar a todos os alunos, independentemente de sua origem socioeconômica, o acesso ao conhecimento da norma padrão. Essa abordagem busca minimizar as desigualdades linguísticas que podem surgir devido às diferenças de contexto socioeconômico e cultural dos alunos (Por que (não) ensinar gramática na escola.
    Posições Contrárias ao Ensino de Gramática
    Por outro lado, há críticas ao ensino tradicional de gramática, que é visto como uma prática rígida e pouco conectada às reais necessidades comunicativas dos alunos. Possenti aponta que o ensino de gramática muitas vezes se concentra em regras e termos técnicos que podem ser irrelevantes para o uso prático da língua. Ele argumenta que a gramática normativa pode limitar a criatividade dos alunos e não reflete a complexidade e a diversidade da língua em uso real (Resenha).
    O texto também apresenta a perspectiva de que a língua deve ser ensinada de maneira contextualizada e prática, enfatizando a compreensão e a produção de textos em vez de uma abordagem prescritiva e estática. Essa visão é apoiada por concepções mais recentes da linguística, que promovem uma visão descritiva da gramática, reconhecendo a variedade linguística e o uso efetivo da língua pelos falantes (Resenha)
    Comparação entre os Gêneros Textuais
    Os textos comparados apresentam uma abordagem diversa sobre o ensino de gramática na escola. O texto favorável, representado pelos argumentos de Possenti, sustenta que a gramática normativa é essencial para a formação linguística dos alunos e para a sua inserção em contextos formais da sociedade. Já os textos críticos sugerem que a ênfase excessiva na gramática normativa pode ser prejudicial ao desenvolvimento linguístico dos alunos, propondo uma abordagem mais inclusiva e prática que valorize a competência comunicativa em contextos reais.
    Assim, a discussão sobre o ensino de gramática na escola revela uma tensão entre a necessidade de ensinar a norma padrão, como forma de garantir acesso a contextos formais, e a necessidade de adaptar o ensino da língua às práticas reais e diversas dos falantes. Ambos os pontos de vista trazem contribuições valiosas para o debate sobre a educação linguística, ressaltando a importância de uma abordagem equilibrada e contextualizada no ensino da língua materna.

    Marcus Vinicius Dantas da Silva
    Gisele Duran
    Matheus Henrique Souza
    Emanuel Roberto
    Mateus Moura

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  2. Resenha Crítica (Grupo 1)
    No livro "Por que (não) ensinar gramática na escola", Sírio Possenti aborda a polêmica questão do ensino de gramática no contexto escolar. A obra, dividida em duas partes principais, reflete a trajetória e o posicionamento do autor em relação ao ensino da língua materna.
    Na primeira parte, Possenti apresenta dez teses que justificam sua posição sobre o ensino de gramática. Ele argumenta que a escola deve ensinar o português padrão, ressaltando que qualquer desvio dessa prática seria um equívoco pedagógico e político. O autor destaca a importância de se considerar o conhecimento prévio dos alunos e de evitar a desmotivação ao ensinar o que eles já sabem. Além disso, Possenti refuta a ideia de que algumas línguas ou dialetos são mais fáceis ou difíceis de aprender, enfatizando que todos os registros linguísticos merecem respeito.
    A segunda parte do livro discute teorias linguísticas relevantes para o ensino de gramática. Possenti propõe que a escola dê prioridade à leitura, escrita e práticas comunicativas significativas, ao invés de focar apenas em exercícios gramaticais. Ele critica a abordagem tradicional de ensino da gramática normativa, sugerindo uma integração maior com a gramática descritiva e internalizada. Possenti também analisa o impacto social e político do ensino de gramática, alertando para a necessidade de uma mudança na atitude dos professores em relação ao ensino da língua materna. A obra é um convite à reflexão sobre práticas pedagógicas e a busca por métodos mais inclusivos e eficazes no ensino de português.
    Já Philippe Breton, em "A argumentação na comunicação", explora a importância da argumentação como ferramenta fundamental na comunicação humana. O autor analisa a argumentação não apenas como uma técnica retórica, mas como um componente essencial na construção de discursos eficazes e na interação social. Breton destaca que a habilidade de argumentar é crucial para a persuasão e para o estabelecimento de diálogos construtivos. Ele examina diferentes estratégias argumentativas e suas aplicações em contextos variados, desde a comunicação cotidiana até os debates públicos e políticos.
    Um dos pontos centrais do livro é a distinção entre argumentação e manipulação. Breton defende que a argumentação deve ser utilizada de forma ética, visando à busca pela verdade e ao respeito pelo interlocutor. A manipulação, por outro lado, busca apenas a vitória no debate, muitas vezes recorrendo a artifícios enganosos. Breton também aborda a relação entre argumentação e lógica, mostrando como a estrutura lógica dos argumentos pode fortalecer a persuasão. Ele explora ainda a importância do contexto e da audiência na construção de um discurso eficaz, enfatizando que a argumentação deve ser adaptada ao público-alvo para ser realmente impactante.
    Em síntese, ambos os textos oferecem perspectivas valiosas para o aprimoramento do ensino de gramática. Possenti desafia as práticas pedagógicas tradicionais, defendendo um ensino mais contextualizado e inclusivo, enquanto Breton enfatiza a importância da argumentação na comunicação eficaz e ética. Juntos, eles ampliam a compreensão sobre a interseção entre linguagem, ensino e persuasão, alvitrando uma análise crítica e prática das questões envolvidas. Além disso, ao considerar os desafios enfrentados por professores e a diversidade dos alunos, fornecem soluções que tornam a discussão mais rica e abrangente. Essas leituras convidam educadores e pessoas comunicadores a repensarem suas abordagens e métodos, buscando uma educação mais eficaz e inclusiva.

    Integrantes: Adriano Zanata Morey, Geovane Stuart Barroso, Gustavo Amaral Dias, João Eduardo Coelho Neves, Lana Cristina da Silva Bastos, Renato Maciel Silva

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  3. Ambos os gêneros textuais se referem as ideias abordadas pelo professor Possenti acerca do ensino da gramática nas escolas, destacando a importância das mudanças nas metodologias de ensino da língua materna como um fator crucial para o aumento na efetividade do aprendizado da norma culta. Para isso, Possenti busca uma ressignificação na forma como a língua portuguesa é vista, não só como um monte de regras e termos técnicos a ser seguido, mas como uma língua rica de variações e elementos culturais.
    Primeiramente, vale ressaltar que as ideias de Possenti não fazem apologia à abolição da gramática, mas que a priorização do ensino das normas técnicas nas escolas pode ser prejudicial para o aprendizado. Na primeira parte de sua obra, Possenti cita os 10 princípios que todos os estudantes de letras deveriam seguir, com objetivo de gerar professores com uma mentalidade mais aberta a outros aspectos da língua, como o seu uso no cotidiano. Dessa forma, ele busca um ensino mais efetivo e menos opressivo, pois como é observado nos textos, a partir dos anos 60, diversos alunos de diferentes classes sociais passaram a frequentar as escolas munidos de suas próprias variações linguísticas, e muitos deles presenciaram suas formas de expressões sendo tratadas como desvios a norma culta. No entanto, para os linguistas, o português ensinado pela gramática não engloba toda a riqueza cultural da língua, que também envolve sua utilização na convivência diária, seu emprego de forma conotativa em clássicos literários, e suas variações de tempo, lugar e grupos sociais, e por essa razão, o professor não deve negar essa propriedade de mudança das línguas e deveria trabalhar em sala de aula esses aspectos além dos conceitos técnicos.
    Ademais, Possenti também faz levantamentos sobre os principais conceitos de gramática e o que cada uma considera ser um desvio as suas normas. Sobre a pergunta” por que não se deve ensinar a gramática nas escolas?”, a resposta deve levar em consideração o conceito de gramática que será ensinado. Para Possenti, a gramática que deve ser ensinada é aquela que mais abrange o português como um todo, sem desprezar a norma padrão, mas a tratando como um de muitos elementos que incorporam a língua, propondo um aprendizado através de atividades como a leitura frequente e da escrita, sendo essas a chave para que o aluno aprenda a norma padrão, além de debates e da exploração das variedades linguísticas dos integrantes da sala de aula. Somado a isso, também cabe ao professor o papel o papel de criar um ambiente escolar onde o aluno aprenda a língua materna de forma espontânea, e que leve em consideração as experiencias e suas particularidades linguísticas, pois esses aspectos precedem o saber técnico, como também defendia o educador Paulo Freire.
    Com isso, percebe-se que os principais pontos defendidos por Possenti incentiva acima de tudo, professores e alunos a explorarem a linguagem por completo. Para se entender verdadeiramente qualquer língua, é importante estar atento não apenas as regras gramaticais que a cercam, mas também ao modo como ela é falada pelas pessoas em suas rotinas. A não observação desse detalhe, faz com que muitos tenham dificuldades de se comunicar verbalmente ao aprender um novo idioma mesmo com pleno domínio em suas regras e termos técnicos. O mesmo vale para a língua portuguesa, sendo esse o motivo das propostas de Possenti serem de grande interesse para a melhoria do ensino da língua materna.
    Integrantes: Gabriel Kenji Do Martins, Antônio Marques Souza Seixas, Carlos Eduardo Evangelista dos Santos, Irving Lemuel Santos Riça, Marinaldo da Costa Barroso Filho

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  4. O debate sobre o papel do ensino da gramática nas escolas é longevo e repleto de modulações. Nesse contexto, dois importantes pesquisadores da área da Linguística, Rodolfo Ilari e Sírio Possenti, oferecem perspectivas complementares e instigantes sobre o tema.
    No artigo "Por que (não) ensinar gramática na escola", Ilari adota uma postura mais crítica em relação ao ensino tradicional da gramática, baseado em regras prescritivas. Ele defende uma abordagem mais funcional e textual, centrada no desenvolvimento de habilidades linguísticas dos alunos. Sua argumentação enfatiza a necessidade de abordar a língua de forma mais ampla, considerando seus usos reais e variações.
    Em contraste, a resenha de Possenti sobre a obra de Ilari apresenta uma visão mais equilibrada. Embora reconheça os limites do ensino tradicional da gramática, Possenti também pondera sobre a importância de certos conhecimentos gramaticais. Ele defende por um equilíbrio entre o domínio do conhecimento gramatical e o desenvolvimento de habilidades de uso da língua.
    Essa diferença de focar entre os dois autores revela a complexidade do debate. Enquanto Ilari se posiciona de forma mais contundente contra o modelo tradicional, Possenti busca uma abordagem mais flexível, reconhecendo pontos positivos e negativos nas diferentes perspectivas.
    Ambos, no entanto, compartilham a preocupação com a eficácia do ensino da gramática e a necessidade de uma reflexão crítica sobre as práticas pedagógicas nesse campo. Suas contribuições instigam uma importante discussão sobre os caminhos a serem percorridos para melhorar da qualidade do ensino da linguagem portuguesa nas escolas.
    A leitura conjunta desses trabalhos oferece aos educadores e pesquisadores uma oportunidade de aprofundar sua compreensão sobre os dilemas e desafios envolvidos no ensino da gramática. Ao confrontar diferentes abordagens, é possível desenvolver uma visão mais ampla e equilibrada sobre essas questões fundamentais para a formação linguística dos estudantes.

    Participantes:
    Sabrina Souza;
    Alessandra Venancio;
    Raissa Vicente;
    Gabriel Jimenez;
    Jhonny Almeida;

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  5. O ensino de gramática normativa nas escolas brasileiras tem sido alvo de críticas por diversos educadores e linguistas, que apontam para suas limitações e deficiências. Duas análises recentes, uma resenha de uma obra de Sírio Possenti e uma crítica geral ao ensino tradicional de gramática, oferecem perspectivas valiosas sobre como esse ensino pode ser transformado. Para avançar na construção de um sistema educacional mais eficaz e inclusivo, é crucial considerar os argumentos apresentados nessas críticas e explorar soluções que promovam um aprendizado mais significativo e contextualizado da língua.

    Em primeiro lugar, é importante reconhecer os problemas intrínsecos ao ensino tradicional de gramática normativa. Conforme destacado nas análises, esse método é frequentemente criticado por ser anticientífico e opressivo. Ao focar na memorização de regras e na correção punitiva dos "erros", o ensino tradicional muitas vezes ignora as realidades linguísticas dos alunos e falha em motivá-los a explorar a linguagem de maneira criativa e pragmática. Além disso, essa abordagem tende a perpetuar preconceitos linguísticos, valorizando apenas uma forma de falar e escrever em detrimento de outras variações igualmente legítimas da língua portuguesa.

    A crítica de Possenti vai além, argumentando que o ensino de gramática normativa é, em essência, reacionário. Ele sugere que as práticas pedagógicas atuais não estão alinhadas com as descobertas modernas da linguística, que enfatizam a natureza dinâmica e variada da linguagem. Para Possenti, é essencial que os professores de língua materna sejam bem informados sobre essas novas teorias e estejam preparados para promover um ensino mais democrático e reflexivo, que valorize a diversidade linguística dos alunos e os encoraje a pensar criticamente sobre a linguagem.

    Um aspecto central das análises é a proposta de substituir a abordagem normativa por uma abordagem descritiva e pela gramática internalizada. Em vez de insistir na memorização de normas gramaticais, a educação linguística deve se concentrar em proporcionar aos alunos experiências ricas e variadas, que favoreçam a internalização natural das regras da língua. Isso inclui o incentivo à leitura, à escrita criativa e à análise crítica de diferentes textos e contextos comunicativos. Dessa forma, os alunos podem desenvolver uma compreensão mais profunda e prática da linguagem, que vai além das regras fixas e abrange a variedade e a flexibilidade da comunicação real.

    Para implementar essas mudanças de maneira eficaz, é crucial que os professores recebam uma formação contínua e informada. A crítica à falta de leitura suplementar no livro de Possenti destaca a necessidade de os educadores estarem sempre atualizados com as últimas pesquisas e práticas pedagógicas. Além disso, é fundamental que as escolas criem um ambiente de aprendizagem que respeite e valorize as competências linguísticas pré-existentes dos alunos, integrando suas experiências e práticas linguísticas reais no processo educativo.

    Em conclusão, transformar o ensino de gramática nas escolas brasileiras exige uma revisão profunda das práticas pedagógicas atuais e uma adoção de abordagens mais flexíveis e inclusivas. Ao valorizar a diversidade linguística e promover a reflexão crítica, os educadores podem ajudar os alunos a desenvolver uma compreensão mais rica e prática da linguagem. As críticas de Possenti e as propostas de abordagem descritiva e gramática internalizada oferecem diretrizes valiosas para essa transformação, destacando a importância de um ensino de língua materna que seja verdadeiramente democrático e adaptado às realidades dos alunos.

    Participantes:
    Amanda Barros Matos
    João Pedro Monteiro Ferreira
    Maria Vitória Teixeira e Silva
    Feliph de Matos Macedo Lima
    André Winicius de Souza Moraes

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  6. Resenha Crítica:
    Posições Favoráveis ao Ensino de Gramática
    Imagine que você está se preparando para um concurso de emprego ou para o vestibular. Nesses contextos, é essencial usar o português padrão, que segue regras específicas e é formalmente reconhecido. Sírio Possenti defende que aprender essas regras na escola é crucial. Ele acredita que conhecer a norma padrão ajuda os alunos a se destacarem em situações formais, onde esse tipo de linguagem é exigido.
    Possenti também argumenta que a escola tem a responsabilidade de oferecer a todos os alunos, independentemente de sua origem ou condição social, o acesso a esse conhecimento formal. Em outras palavras, ele vê o ensino da gramática normativa como uma forma de garantir que todos tenham uma base comum de conhecimento, o que pode ajudar a nivelar o campo de jogo, especialmente quando competem por oportunidades no mercado de trabalho ou em exames importantes.
    Posições Contrárias ao Ensino de Gramática
    Por outro lado, há quem critique o ensino tradicional de gramática por ser muito rígido e desconectado da realidade do uso da língua. Em vez de ensinar regras de forma isolada, alguns especialistas acreditam que a gramática deve ser ensinada de uma maneira que reflita como a língua é realmente usada no dia a dia. A crítica sugere que focar apenas nas regras pode não ajudar os alunos a se comunicarem efetivamente em situações reais.
    Prática Real
    Esses críticos também apontam que o ensino estrito das regras gramaticais pode limitar a criatividade dos alunos. Eles defendem uma abordagem que valorize a prática da língua em contextos reais, como escrever textos criativos ou discutir temas variados, em vez de se concentrar exclusivamente na aplicação de regras gramaticais. Essa visão considera que a língua é viva e dinâmica, e que entender sua diversidade e usos reais é tão importante quanto conhecer a norma padrão.
    Texto Favorável (Normativo)
    Os textos que defendem o ensino da gramática normativa, como os argumentos de Possenti, estão focados em assegurar que todos os alunos conheçam a forma padrão do português, o que pode ser um grande diferencial em contextos formais. Eles valorizam a norma padrão como uma ferramenta que pode ajudar os alunos a alcançar sucesso em situações acadêmicas e profissionais.
    Texto Crítico (Prático)
    Por outro lado, os textos críticos questionam a eficácia desse ensino tradicional e promovem uma abordagem mais prática e contextualizada. Eles sugerem que os alunos se beneficiaram mais se o ensino da língua estivesse mais alinhado com o uso real e cotidiano da língua, permitindo uma comunicação mais eficaz e criativa.
    Conclusão
    A discussão sobre o ensino de gramática na escola reflete uma tensão entre duas abordagens diferentes:
    Ensinar a Norma Padrão: Ajuda a preparar os alunos para contextos formais e garante uma base comum de conhecimento, que pode ser importante para certas oportunidades acadêmicas e profissionais.
    Ensinar de Forma Contextualizada: Foca na prática real da língua e na comunicação efetiva, permitindo que os alunos desenvolvam habilidades linguísticas que são úteis no dia a dia e que podem fomentar a criatividade.
    Uma abordagem equilibrada pode ser a melhor solução, integrando o conhecimento da norma padrão com a prática da língua em contextos reais. Isso pode ajudar a preparar os alunos de forma mais completa para diferentes situações e necessidades comunicativas.

    Integrantes:
    Rodrigo Dos Santos Moço
    Carlos Eduardo Pimentel Amaral

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  7. João Gabriel de Passos Barbosa
    Luiz Henrique da Silva Souza

    O artigo "Por que (não) ensinar gramática na escola" de Rodolfo Ilari e a resenha crítica de Sírio Possenti examinam a questão do ensino de gramática nas escolas, mas com enfoques diferentes. Ilari critica a abordagem tradicional da gramática, argumentando que é muitas vezes normativa e descontextualizada, e defende um ensino que valorize a competência comunicativa dos alunos, integrando a gramática com outras disciplinas e promovendo uma reflexão prática e crítica sobre a língua. Por outro lado, Possenti, em sua resenha, concorda com as críticas de Ilari, mas também ressalta a importância de não se abandonar completamente o ensino de gramática, destacando a necessidade de estratégias pedagógicas concretas para torná-lo eficaz. Enquanto Ilari utiliza argumentos e exemplos para persuadir os leitores, Possenti adota uma postura analítica e equilibrada, avaliando tanto os pontos fortes quanto as limitações da obra de Ilari. Ambos concordam na necessidade de repensar o ensino de gramática, com Possenti sugerindo que, quando bem ensinada, a gramática pode enriquecer a compreensão e o uso da língua.

    Marcos Bagno, em sua obra, também critica o ensino tradicional de gramática, argumentando que perpetua o preconceito linguístico e não contribui para o desenvolvimento efetivo das competências linguísticas dos alunos. Bagno defende que o ensino de gramática deve promover a equidade linguística, respeitando e valorizando as variedades não-padrão do português. Ele argumenta que a escola tem a função social de combater o preconceito linguístico, garantindo que todos os alunos se sintam valorizados independentemente de sua forma de falar. Para Bagno, a diversidade linguística é uma riqueza cultural que deve ser reconhecida na sala de aula, sugerindo que a exposição às diferentes variedades do português pode enriquecer o entendimento dos estudantes sobre a língua e a cultura brasileiras. Além disso, critica a prática de ensinar regras gramaticais isoladas, fora de contextos significativos, acreditando que essa metodologia não prepara os alunos para o uso prático e reflexivo da língua na vida real.

    Sírio Possenti, por sua vez, propõe a inclusão da gramática descritiva no currículo, que descreve como a língua é realmente usada pelos falantes. Ele defende que essa abordagem é mais inclusiva e eficaz, pois respeita a gramática internalizada pelos alunos. Possenti enfatiza a importância de ensinar gramática através de práticas de leitura e escrita significativas. Ele sugere que o ensino deve ocorrer em contextos reais e práticos, tornando o aprendizado mais relevante e útil para os estudantes. Assim como Bagno, Possenti critica o foco exclusivo na gramática normativa, que considera descontextualizada e ineficaz. Ele argumenta que essa abordagem não reflete a realidade linguística dos alunos e pode ser alienante. Possenti também é contrário ao uso de exercícios gramaticais descontextualizados, que não contribuem para o desenvolvimento das habilidades linguísticas práticas dos alunos. Ele acredita que o ensino deve ser integrado a atividades que reflitam o uso real da língua.

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    1. Os gêneros textuais de Bagno e Possenti refletem suas abordagens distintas. Bagno utiliza um gênero textual mais crítico e sociolinguístico, focando no impacto social do ensino de gramática e na necessidade de promover a justiça linguística. Seus textos frequentemente incorporam elementos de crítica social, argumentando contra as práticas discriminatórias e defendendo uma abordagem inclusiva e respeitosa das variedades linguísticas. Em contraste, Possenti adota um gênero textual mais voltado para a pedagogia e a metodologia do ensino de língua, propondo práticas e abordagens específicas para melhorar o ensino da gramática. Seus textos oferecem sugestões concretas para a integração da gramática descritiva e para a criação de atividades de ensino contextualizadas e significativas.

      Marcos Bagno e Sírio Possenti compartilham a crítica ao ensino tradicional de gramática normativa, mas suas abordagens e ênfases diferem. Bagno foca na dimensão sociolinguística, defendendo a equidade e a valorização da diversidade linguística, enquanto Possenti se concentra nas metodologias educacionais, propondo a integração da gramática descritiva e o ensino contextualizado. Ambos contribuem para o debate sobre o ensino de gramática, oferecendo perspectivas complementares que podem enriquecer as práticas pedagógicas nas escolas.

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  8. Parte 1
    Integrantes:
    Karla Attias Ferreira
    Mateus Souza Rabello
    Patrícia Chaves da Silva

    A Perspectiva Sobre O Ensino De Gramática Na Escola

    Ao analisar os textos "Por que (não) ensinar gramática na escola" de Rodolfo Ilari e Sírio Possenti, percebo uma visão crítica e integradora sobre o ensino de gramática nas escolas, identificando tanto as falhas quanto as potencialidades de cada abordagem no contexto da educação como ferramenta de transformação social. A partir das ideias de Paulo Freire, podemos enriquecer essa análise ao considerar como o método freiriano pode se integrar ao ensino da gramática, tornando-o mais significativo e transformador.

    Pontos Favoráveis ao Ensino de Gramática

    Rodolfo Ilari argumenta que os avanços na pesquisa linguística podem ser aplicados ao ensino de gramática de maneira crítica e consciente. Para mim, essa perspectiva é valiosa porque um conhecimento técnico bem fundamentado da gramática pode ser uma ferramenta poderosa para a emancipação intelectual dos estudantes. A compreensão das estruturas da língua e suas aplicações práticas permite que os indivíduos se apropriem do conhecimento necessário para se comunicar de forma eficaz e assertiva, uma habilidade essencial para a participação ativa na sociedade. Segundo Paulo Freire, o conhecimento deve ser construído de maneira crítica e contextualizada, o que implica ensinar gramática de forma que os alunos possam relacionar as regras gramaticais com suas experiências diárias e realidades sociais.
    Sírio Possenti, por sua vez, defende a importância de ensinar a língua padrão na escola. Na minha visão, a acessibilidade ao português padrão é crucial para assegurar que todos os cidadãos, independentemente de sua origem socioeconômica, tenham as mesmas oportunidades de sucesso acadêmico e profissional. Ensinar a norma padrão é uma forma de democratizar o acesso ao capital cultural, que muitas vezes está concentrado nas mãos das classes dominantes. Freire destaca a importância da educação como um ato político, onde ensinar a norma culta pode ser visto como uma ferramenta de empoderamento, permitindo que os alunos se apropriem de um conhecimento que lhes confere poder e voz em diferentes esferas sociais.

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    1. Parte 2

      Pontos Contrários ao Ensino de Gramática

      Ilari critica a abordagem tradicional do ensino de gramática como anticientífica e opressiva, afirmando que ela pode sufocar a criatividade e ignorar a natureza pragmática da linguagem. Eu concordo com essa crítica, pois uma educação opressiva que perpetua a memorização mecânica de regras prescritivas não contribui para a conscientização crítica dos alunos. Em vez disso, tal abordagem reforça as hierarquias existentes e mantém os estudantes em uma posição subalterna. Freire propõe uma pedagogia do oprimido, onde o diálogo e a reflexão crítica são essenciais. No contexto do ensino de gramática, isso significaria criar espaços onde os alunos possam questionar e compreender as regras gramaticais em relação às suas próprias vivências e culturas.
      Possenti também enfatiza que o ensino da gramática de forma isolada e descontextualizada não é suficiente. Ele defende a importância de integrar a gramática à prática de leitura e escrita frequentes, em contextos significativos para os alunos. Na minha perspectiva, isso é fundamental, pois a educação deve estar enraizada nas experiências e na realidade dos estudantes, promovendo uma pedagogia que seja transformadora e alinhada às necessidades e aspirações das classes populares. Freire argumenta que a educação deve ser um processo dialógico, onde professores e alunos aprendem juntos em um ambiente de respeito mútuo e colaboração. Aplicar isso ao ensino da gramática envolve utilizar textos e contextos que sejam relevantes para os alunos, permitindo que eles vejam a gramática como uma ferramenta para expressar suas próprias ideias e compreender o mundo ao seu redor.

      Conclusão

      Para mim, o ensino de gramática na escola deve ser repensado para se alinhar aos princípios de uma educação libertadora e emancipatória, conforme proposto por Paulo Freire. Ambos os textos de Ilari e Possenti oferecem críticas válidas ao método tradicional de ensino, destacando a necessidade de uma abordagem que seja ao mesmo tempo rigorosa e relevante. No entanto, essa reestruturação deve ir além da mera técnica; deve ser um processo que visa empoderar os alunos, proporcionando-lhes as ferramentas linguísticas necessárias para participar de forma crítica e ativa na sociedade. Em última análise, a educação deve ser um meio para a transformação social, e o ensino de gramática deve contribuir para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária. Incorporar os princípios freirianos de diálogo, contextualização e reflexão crítica pode tornar o ensino da gramática uma experiência mais rica e significativa para todos os envolvidos.

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  9. Posicionamentos Favoráveis ao Ensino de Gramática

    Ensino do Português Padrão
    A escola tem a responsabilidade de ensinar o português padrão, independentemente das variáveis sociais e culturais dos alunos. Isso é visto como um papel essencial da instituição educacional, especialmente para garantir que todos os alunos tenham acesso à língua prestigiada, fundamental para a ascensão social e sucesso acadêmico.

    Apoio às Exigências Acadêmicas
    A gramática é frequentemente requisitada em vestibulares e concursos, e seu ensino prepara os alunos para essas avaliações. Embora haja uma tendência crescente em valorizar a redação, o conhecimento gramatical ainda é visto como importante.

    Criação de Novas Propostas de Ensino
    Possenti argumenta que novas abordagens no ensino da língua materna são possíveis e necessárias, desde que haja um engajamento dos professores. O conhecimento das teorias linguísticas pode mudar a atitude dos professores e eliminar preconceitos, permitindo uma abordagem mais rica e eficaz do ensino gramatical.

    Posicionamentos Contrários ao Ensino de Gramática
    A Gramática Normativa como Limitadora
    A gramática normativa é vista como limitadora da criatividade dos alunos e contrária à natureza prática e contextual da linguagem. Além disso, ela é considerada preconceituosa e reacionária, contribuindo para a perpetuação de práticas pedagógicas tradicionais e ineficazes.

    Separação entre Língua e Gramática
    Há uma defesa de que o domínio da língua excede o domínio da gramática normativa. A língua portuguesa deve ser ensinada na escola sem depender principalmente da gramática normativa, pois a competência comunicativa envolve muito mais do que o conhecimento das terminologias gramaticais.

    Ensino Prático e Contextualizado
    O ensino da língua deve ser focado em práticas significativas e contextualizadas, em vez de exercícios gramaticais. A aquisição da língua ocorre em situações práticas, onde a comunicação é essencial, e não através de correções formais de gramática.

    Conclusão
    Os textos analisados apresentam uma diversidade de opiniões sobre o ensino de gramática. Enquanto alguns defendem seu papel essencial no ensino do português padrão e na preparação para exames acadêmicos, outros criticam a gramática normativa por ser limitadora e defendem um ensino mais prático e contextualizado da língua. A escolha entre ensinar ou não gramática depende, em grande parte, da concepção de gramática adotada e dos objetivos educacionais estabelecidos.

    Dheeny Maria Araújo da Silva
    Gabriel Sousa Moreira
    Thalia de Souza Alencar Gomes

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  10. Discentes:
    Misael Ângelo Santos Da Silva
    Geovana Paula Soares Lima




    Resenha Crítica


    Sírio Possenti questiona a eficácia do ensino tradicional de gramática, que frequentemente se concentra na memorização de regras e na análise formal das estruturas linguísticas.
    O autor argumenta que tal abordagem muitas vezes resulta em um aprendizado superficial, que não necessariamente contribui para a competência comunicativa dos alunos.
    Possenti critica a metodologia tradicional por sua ênfase excessiva em regras gramaticais descontextualizadas e sua abordagem prescritiva.
    Ele defende que a gramática deve ser ensinada de forma contextualizada, integrada à prática da leitura e da escrita.
    Segundo ele, aprender gramática isoladamente pode ser desmotivador e pouco relevante para a comunicação efetiva.
    O autor propõe uma mudança na abordagem do ensino da gramática, sugerindo que os aspectos gramaticais sejam apresentados dentro de contextos reais de uso da língua.
    Em vez de focar na memorização de regras, o ensino deve priorizar a aplicação prática das regras para melhorar a clareza e a eficácia da comunicação. Possenti sugere métodos que envolvem a análise e a produção de textos, incentivando os alunos a perceberem e aplicarem as regras gramaticais de maneira mais orgânica.
    Possenti argumenta que uma abordagem mais contextualizada pode tornar o ensino da gramática mais relevante e interessante para os alunos, promovendo uma compreensão mais profunda da língua.
    No entanto, essa proposta também enfrenta desafios, como a necessidade de formação adequada para os professores e a adaptação dos currículos escolares para integrar a gramática de forma prática.
    Embora a proposta de Possenti seja inovadora, ela pode ser criticada por não oferecer diretrizes claras sobre como implementar essas mudanças de maneira uniforme.
    A ausência de um modelo detalhado pode levar a variações significativas na qualidade do ensino, dependendo da habilidade e criatividade dos educadores.
    Além disso, a transição para um método mais contextualizado pode enfrentar resistência por parte de educadores habituados a métodos tradicionais.
    O livro de Sírio Possenti oferece uma análise crítica importante do ensino da gramática nas escolas, desafiando práticas estabelecidas e propondo uma abordagem mais integrada e prática.
    Embora sua proposta tenha o potencial de tornar o aprendizado gramatical mais relevante e eficaz, a implementação bem-sucedida dessas mudanças exige atenção cuidadosa à formação de professores e ao redesenho dos currículos escolares.

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  11. "Por que não ensinar gramática na escola" é um tema polêmico que tem sido discutido há muitos anos no âmbito educacional. A ideia principal por trás dessa discussão é a crença de que o ensino de gramática tradicional, com base em regras inflexíveis, é ineficaz e não contribui para o real desenvolvimento das habilidades linguísticas dos alunos.
    O texto questiona a eficácia do ensino da gramática isoladamente, defendendo a ideia de que a relação entre linguagem e gramática é muito mais complexa do que simplesmente memorizar regras e estruturas linguísticas. Ao invés disso, defende-se que o foco deveria ser no uso e compreensão contextual da língua, juntamente com a comunicação efetiva.
    A resenha crítica desse tema poderia abordar diferentes perspectivas. Por um lado, é importante reconhecer as limitações do ensino tradicional da gramática, que muitas vezes não estimula a reflexão sobre a língua, a criatividade na expressão escrita e oral, nem a compreensão da linguagem em seu contexto social. Além disso, a abordagem mecanicista da gramática pode não atender às necessidades dos alunos, especialmente daqueles que têm dificuldades de aprendizagem.
    No entanto, é também importante considerar que o completo abandono do ensino da gramática pode ter consequências negativas, como a dificuldade para compreender regras de escrita e comunicação formal, prejudicando a capacidade de expressão escrita e comunicação efetiva. A gramática, quando ensinada de forma contextualizada e com foco na compreensão e produção de textos, pode auxiliar os alunos no desenvolvimento de competências linguísticas e no seu desempenho acadêmico e profissional.
    Portanto, uma abordagem equilibrada e contextualizada, que valorize a compreensão da língua, a produção textual e a reflexão sobre a linguagem, pode ser mais efetiva do que simplesmente descartar o ensino da gramática. Em última análise, a resenha crítica deverá refletir sobre essas diferentes perspectivas, reconhecendo os méritos e as limitações de cada abordagem, e considerar como o ensino da gramática pode ser repensado para atender melhor às necessidades e realidades dos alunos.

    Discente: Kayk Raduan Araújo Santos

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  12. UNIVERSIDADE FEDERAL DE RONDÔNIA EDUCAÇÃO FÍSICA – 1°PERÍODO
    DISCENTE: ANA BEATRIZ NOTENO, ENRY EDUARDO E MARIA ELIS BATISTA
    DOCENTE: JOSÉ FLÁVIO DA PAZ
    RESENHA CRÍTICA: POR QUE (NÃO) ENSINAR GRAMÁTICA NA ESCOLA

    Possenti defende que a escola deve sim ensinar o português padrão, mas não ensinar somente a gramática normativa, para ele não existe um português único e correto, ele defende a gramática descritiva e analisa que não está preocupada com o que é certo e o que é errado. Ao meu ver, a gramática descritiva determina a língua de de todas as classes sociais e vários portuguêses, porque na gramática normativa por exemplo “nós vai” esta errado, e para a descritiva não tem o errado e nem o certo. Na minha concepção o aluno deve sim aprender sobre gramática normativa, mas também nem todos conseguem falar o português corretamente, então a gramática descritiva, querendo ou não, vai estar para sempre em nossas vidas. O ato de falar corretamente é algo subjetivo, visto que as pessoas ao nascer aprendem primeiro a falar do que escrever. A língua materna é a que primeiro é ensinada pelos pais, aprendemos a falar de acordo com o nosso ambiente e cultura. O português padrão vem após a língua materna, onde somos guiados pelos nossos professores a reaprender a falar “corretamente” que para pessoas cultas deve ser estimulado o aprendizado do mesmo. O nosso português é taxado como uma língua complicado de se aprender, o português falado pela população não deve ser descartado, para a implementação de um português padrão, até por que não vejo que nos brasileiros falem só errado, e sim praticamos uma língua que é nos ensinada desde o babuciar.

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  13. ### A Importância e as Limitações do Ensino de Gramática nas Escolas

    O debate sobre o ensino de gramática nas escolas é complexo e envolve diferentes perspectivas sobre sua relevância e abordagem pedagógica. Autores como Sírio Possenti e Rodolfo Ilari reconhecem a importância da gramática, mas também apontam suas limitações e a necessidade de uma abordagem mais contextualizada e inclusiva.

    Ambos os autores concordam que dominar a norma culta da língua é essencial, especialmente em contextos formais e acadêmicos. Essa competência pode facilitar a comunicação clara e precisa, além de oferecer oportunidades sociais e profissionais aos alunos. Entretanto, Possenti e Ilari criticam os métodos tradicionais de ensino, que muitas vezes se concentram na memorização de regras gramaticais, desestimulando o verdadeiro entendimento da língua e gerando desinteresse entre os alunos.

    Outro ponto em comum entre eles é a valorização da diversidade linguística. Possenti enfatiza como a ênfase na norma culta pode levar ao preconceito linguístico e à marginalização de dialetos e variedades regionais. Ilari, por sua vez, discute que essa abordagem pode limitar a compreensão da língua como um fenômeno dinâmico e rico. Ambos defendem que o ensino de gramática deve ser contextualizado, integrando práticas reais de leitura e escrita para tornar a aprendizagem mais significativa.

    Apesar das semelhanças, existem diferenças nas perspectivas dos autores. Possenti destaca a importância de refletir o uso cotidiano da língua no ensino de gramática, criticando a desconexão entre as regras e a prática. Já Ilari, além de criticar essa desconexão, enfatiza a preparação dos alunos para contextos formais, onde a norma culta é essencial. Além disso, Possenti foca mais intensamente na questão do preconceito linguístico, enquanto Ilari aborda esse tema em um sentido mais amplo, considerando suas implicações para a compreensão da língua.

    Em conclusão, tanto Sírio Possenti quanto Rodolfo Ilari oferecem críticas valiosas ao ensino de gramática, ressaltando sua importância e suas limitações. A proposta de um ensino que valorize a diversidade linguística e que se conecte com práticas reais é fundamental para uma educação mais inclusiva. A reflexão é que o ensino de gramática deve equilibrar a norma padrão e as variedades linguísticas, utilizando métodos inovadores que engajem os alunos e tornem a aprendizagem significativa e contextualizada. Essa abordagem não apenas enriquecerá o conhecimento gramatical dos alunos, mas também promoverá um ambiente de respeito e valorização das diferentes formas de expressão da língua.

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  14. Universidade Federal de Rondônia
    Núcleo de Educação Física
    Discente: Karina Santos Prata das Neves
    Docente: José Flávio da Paz
    1° Período

    Paulo Freire, um dos mais influentes educadores do século XX, destacou a importância da leitura como um ato de libertação e transformação social. Na contemporaneidade, a leitura continua a ter um papel fundamental por várias razões:

    1. *Desenvolvimento Crítico*: Freire defendia que a leitura não é apenas a decodificação de palavras, mas a compreensão crítica do mundo. Ler permite às pessoas questionar, refletir e entender as estruturas sociais e políticas que as cercam.

    2. *Empoeiramento*: Através da leitura, os indivíduos podem adquirir conhecimento e habilidades que lhes permitem participar de forma mais ativa e consciente na sociedade. Isso é especialmente importante em um mundo onde a informação está amplamente disponível, mas nem sempre é acessível ou compreendida por todos.

    3. *Educação Permanente*: Na visão de Freire, a educação é um processo contínuo. Ler é uma prática essencial para a aprendizagem ao longo da vida, permitindo que as pessoas se atualizem constantemente e se adaptem às mudanças rápidas do mundo moderno.

    4. *Democracia e Cidadania*: A leitura contribui para a formação de cidadãos críticos e informados, essenciais para o funcionamento de uma democracia. Freire acreditava que uma sociedade só poderia ser verdadeiramente democrática se seus cidadãos fossem capazes de ler o mundo ao seu redor e agir para transformá-lo.

    5. *Valorização da Cultura*: A leitura também é uma forma de preservar e valorizar a cultura e a identidade de um povo. Através dos livros, tradições, histórias e conhecimentos são transmitidos de geração em geração.

    6. *Bem-Estar e Saúde Mental*: Ler pode ser uma atividade prazerosa que promove o bem-estar mental. É uma forma de escape, relaxamento e também de conexão com outras realidades e perspectivas.

    Em resumo, o ato de ler, segundo Paulo Freire, é essencial para o desenvolvimento pessoal e coletivo, permitindo uma compreensão mais profunda do mundo e a capacidade de transformá-lo. Na contemporaneidade, onde a informação e o conhecimento são cruciais, a leitura continua a ser uma ferramenta poderosa de emancipação e progresso.

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  15. Resenha Crítica

    Sírio Possenti, renomado linguista e professor, apresenta neste livro uma reflexão sobre o ensino da gramática e suas implicações para a formação dos alunos.
    Possenti critica a ação tradicional que enfatiza regras gramaticais rígidas. Segundo ele, essa prática muitas vezes desconsidera a realidade do uso da língua, que é mais flexível e dinâmico. Ele sugere que o ensino deve promover a competência comunicativa, incentivando a prática da leitura e da escrita em contextos variados.
    O autor propõe uma abordagem mais prática. Ele defende que o ensino da língua deve estar mais alinhado com a forma como a língua é realmente usada na comunicação cotidiana. A ideia é que os alunos desenvolvam habilidades de comunicação e compreensão em contextos reais, ao invés de se prenderem a regras que muitas vezes são desconectadas da prática.
    A proposta de Possenti é inovadora e desafia normas estabelecidas. A crítica ao ensino tradicional da gramática é pertinente, principalmente em um cenário educacional onde a relevância do conhecimento prático é cada vez mais valorizada. No entanto, sua abordagem pode enfrentar resistência, especialmente de educadores que acreditam na importância das regras gramaticais para a construção de uma base sólida no aprendizado da língua.
    A ideia de Possenti pode abrir espaço para uma reforma no ensino da língua portuguesa, estimulando debates sobre métodos pedagógicos mais eficazes. No entanto, a implementação dessas ideias exigiria uma reavaliação profunda das práticas de ensino, além de um treinamento adequado para os professores.
    "Por que Não Ensinar Gramática na Escola?" é uma leitura que oferece uma nova perspectiva sobre o ensino da língua portuguesa. O livro de Sírio Possenti é uma contribuição valiosa para a discussão sobre métodos pedagógicos e pode servir como um ponto de partida para repensar o ensino da gramática nas escolas. Embora suas propostas possam ser desafiadoras, elas fornecem uma base sólida para um debate necessário sobre como melhor preparar os alunos para o uso efetivo e prático da língua.


    Hevelyn Albuquerque
    Alexandre Lopes Santos

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  18. Universidade Federal de Rondônia
    Núcleo Educação Física
    Discente: Karina Santos Prata das Neves
    Docente: José Flávio da Paz
    1° Período

    Rodolfo Ilari e Sírio Possenti são dois linguistas brasileiros conhecidos por suas abordagens distintas em relação ao ensino de gramática na escola. Suas visões apresentam tanto convergências quanto divergências significativas.

    Rodolfo Ilari defende a importância do ensino explícito da gramática normativa na escola, argumentando que isso contribui para a formação de cidadãos mais aptos a lidar com a norma culta da língua portuguesa. Ele destaca que o conhecimento gramatical é essencial para o desenvolvimento da competência comunicativa dos alunos, além de ser um instrumento para o estudo da língua como um todo.

    Por outro lado, Sírio Possenti critica o ensino tradicional da gramática, enfatizando que ele muitas vezes se baseia em regras arbitrárias e distantes da realidade linguística dos falantes. Possenti argumenta que a abordagem normativa pode reforçar preconceitos linguísticos e alienar os alunos em relação à língua que efetivamente utilizam.

    Ambos concordam que a língua é um fenômeno social e que seu ensino deve considerar aspectos contextuais e práticos. No entanto, suas divergências surgem principalmente na metodologia e nos objetivos do ensino gramatical: Ilari defende uma abordagem mais prescritiva, enquanto Possenti advoga por uma perspectiva descritiva e crítica.

    Em resumo, a discussão entre Rodolfo Ilari e Sírio Possenti reflete um debate fundamental sobre os métodos e propósitos do ensino de gramática na escola, abordando questões de norma, variação linguística e a relevância da gramática normativa frente às necessidades comunicativas contemporâneas.

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    Respostas
    1. Os textos de Rodolfo Ilari e Sírio Possenti discutem a questão de se deve ou não ensinar gramática na escola, abordando suas convergências e divergências. Vamos analisar os principais pontos de ambos os autores:

      ### Rodolfo Ilari

      *Convergências:*
      1. *Importância do Conhecimento Gramatical:* Ilari reconhece que o conhecimento da gramática é importante para a compreensão e uso eficaz da língua.
      2. *Abordagem Comunicativa:* Ele apoia uma abordagem mais comunicativa e funcional do ensino da gramática, que se integra com a prática da leitura e da escrita.

      *Divergências:*
      1. *Método de Ensino:* Ilari critica o método tradicional de ensino da gramática, que se foca na memorização de regras e na análise morfológica e sintática descontextualizada. Ele defende um ensino mais contextualizado e voltado para a compreensão dos usos reais da língua.
      2. *Objetivo do Ensino:* Para Ilari, o objetivo do ensino de gramática deve ser capacitar os alunos a refletir sobre a língua de forma crítica e consciente, em vez de simplesmente reproduzir regras gramaticais.

      ### Sírio Possenti

      *Convergências:*
      1. *Crítica ao Ensino Tradicional:* Assim como Ilari, Possenti critica o ensino tradicional de gramática, que considera ineficaz e desmotivador para os alunos.
      2. *Necessidade de Reflexão:* Possenti concorda que os alunos devem desenvolver uma reflexão crítica sobre a língua, indo além da simples memorização de regras.

      *Divergências:*
      1. *Relevância da Gramática Formal:* Possenti é ainda mais enfático ao questionar a relevância do ensino de gramática formal na escola. Ele argumenta que a gramática prescritiva tem pouca utilidade prática para os alunos e pode ser substituída por outras formas de ensino linguístico.
      2. *Foco na Prática Linguística:* Possenti defende que o ensino deve focar mais na prática linguística e no desenvolvimento das habilidades de comunicação dos alunos, utilizando textos e contextos reais como base.

      ### Conclusão

      Ambos os autores concordam que o ensino tradicional da gramática, centrado na memorização de regras descontextualizadas, é ineficaz. Eles convergem na ideia de que o ensino deve promover uma reflexão crítica sobre a língua e ser integrado com a prática da leitura e escrita. No entanto, divergem quanto à importância da gramática formal e ao método ideal para ensiná-la. Ilari acredita na importância do conhecimento gramatical desde que seja ensinado de maneira contextualizada, enquanto Possenti questiona a relevância da gramática formal e propõe um foco maior na prática linguística.

      Excluir
  19. A discussão sobre o ensino de gramática nas escolas é abordada de diferentes formas, refletindo tanto argumentos a favor quanto contra essa prática.

    **Posições Favoráveis ao Ensino de Gramática**

    Sírio Possenti defende o ensino de gramática normativa, argumentando que é essencial para que os alunos dominem o português padrão, considerado um conhecimento fundamental que a escola deve oferecer. Segundo Possenti, o domínio da norma padrão é crucial para o sucesso em contextos formais, como no mercado de trabalho e em vestibulares, onde o uso correto do português padrão é frequentemente exigido. Além disso, ele enfatiza que a escola tem a responsabilidade de promover a igualdade de oportunidades. Isso inclui garantir que todos os alunos, independentemente de sua origem socioeconômica, tenham acesso ao conhecimento da norma padrão, ajudando a reduzir desigualdades linguísticas que podem surgir das diferenças de contexto socioeconômico e cultural dos alunos.

    **Posições Contrárias ao Ensino de Gramática**

    Por outro lado, críticas ao ensino tradicional de gramática destacam que essa abordagem é frequentemente rígida e desconectada das reais necessidades comunicativas dos alunos. Possenti observa que o foco em regras e termos técnicos muitas vezes não corresponde ao uso prático da língua e pode restringir a criatividade dos alunos. Além disso, o ensino de gramática normativa pode não refletir a complexidade e a diversidade da língua em uso real. Em contraste, há uma crescente valorização de uma abordagem mais contextualizada e prática, que priorize a compreensão e a produção de textos em vez de uma abordagem prescritiva e estática. Essa perspectiva é apoiada por concepções linguísticas modernas, que promovem uma visão descritiva da gramática, reconhecendo a variedade linguística e o uso efetivo da língua pelos falantes.

    **Comparação entre os Gêneros Textuais**

    Os textos comparados oferecem uma visão divergente sobre o ensino de gramática nas escolas. O argumento favorável, representado por Possenti, defende que o ensino da gramática normativa é essencial para a formação linguística dos alunos e sua inserção em contextos formais. Em contraste, as críticas sugerem que uma ênfase excessiva na gramática normativa pode ser prejudicial ao desenvolvimento linguístico, propondo uma abordagem mais inclusiva e prática que valorize a competência comunicativa em contextos reais.

    Assim, a discussão revela uma tensão entre a necessidade de ensinar a norma padrão, para garantir acesso a contextos formais, e a necessidade de adaptar o ensino da língua às práticas reais e diversificadas dos falantes. Ambos os pontos de vista oferecem contribuições importantes para o debate sobre a educação linguística, destacando a importância de uma abordagem equilibrada e contextualizada no ensino da língua materna.


    Gabriel Aranda
    Gabriel Bueno
    Kelvin Almeida

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  20. RESENHA CRITÍCA SAMUEL COTA
    ANDERSON MIRANDA


    Por quê (não) ensina gramaticas nas escolas

    Podemos dizer que a gramatica ela impoê uma regra a ser seguida e que palavras de modo informal não valor formal, isso prende a sociedade a seguir somente a gramatica como uma forma de expressão correta. Devemos nos concientizar que as línguas estão em constantes variações e evoluções, a gramatica por um lado segundo o professor Possenti opoê em primeiro lugar uma concepção descritiva ao passo que a concepção normativa da gramatica se caracteriza por ter como uma lingua ideal, ou seja por consistir em um conjunto de principios e normas que estabelecem como a lingua deveria se. A essas duas concepções opoe-se uma terceira falante de uma lingua, durante a fase de aquisição, assimila uma serié de princípios e regras altamente elaboradas.
    Dizemos que á 2 gramaticas, á normativa que deve seguir uma palavra e á de competência que não segue um padrão normativo em si, mas segue os codigos usados pelas crianças através de assimilação de codigos, que em sua concepção esteja corrte. Só que a gratica de competência se revela de forma inadequada ao expressar codígo pelas pesssoas que não seguem uma regra.



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